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Documentos que guardam a memória

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Fotografia e memória oral Recuperar histórias de vida, fotografias de arquivo e testemunhos que ajudam a compreender a evolução das práticas marítimas e a relação das comunidades com a Lagoa de Óbidos. Através de imagens, documentos e memórias pessoais, preservamos conhecimentos, experiências e fragmentos de um passado que importa estudar, valorizar e transmitir às gerações futuras.

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Fotografia e memória oral

PATRIMÓNIO MARÍTIMO. MEMÓRIA. TERRITÓRIO.

A Casa das Bateiras é um espaço dedicado à memória marítima da Lagoa de Óbidos e à relação profunda entre a água, as embarcações tradicionais e as comunidades que moldaram este território.

Através da fotografia, dos objetos, dos testemunhos e do património material e imaterial, damos a conhecer um universo de saberes, práticas e histórias que continuam a fazer parte da identidade local.

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Autor: José Caetano
Título: João Feliz 2024
A MEMÓRIA DA LAGOA. O LEGADO DAS SUAS GENTES.

Preservar a memória. Compreender o território.

A história da Lagoa de Óbidos escreve-se também nas suas embarcações, nas mãos de quem as construiu, nas artes da pesca e nos gestos quotidianos de gerações de pescadores.

A Casa das Bateiras procura preservar e partilhar este património, reunindo imagens, documentos, objetos e memórias que revelam a importância da lagoa na vida das comunidades de Foz do Arelho, Nadadouro e de todo o território envolvente.

Mais do que recordar o passado, este espaço convida-nos a compreender como a relação entre as pessoas e a água continua a definir a paisagem, a cultura e a identidade deste lugar.

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Marinha Archive Bateira Blueprint copy

Embarcações e saberes tradicionais

Conhecer as bateiras é descobrir as embarcações, os materiais, as técnicas de construção e os conhecimentos que permitiram a sua adaptação às águas da Lagoa de Óbidos. Cada embarcação testemunha uma forma de trabalhar, navegar e viver em estreita relação com este território.

JAGOZES - Para além da fotografia

Nuno Rocha · Vídeo e instalação

No contexto do F/262 International Photography Festival, o projecto Jagozes, de Nuno Rocha, expandiu-se para além da fotografia, através do vídeo e da instalação apresentados na Casa-Museu Jaime Umbelino · CEF – Centro de Experimentação da Fotografia.Estas obras prolongam o universo visual e narrativo de Jagozes, explorando outras formas de abordar as questões presentes no projecto. Através do movimento, do som e da relação com o espaço, a imagem ganha novas dimensões e convida o público a uma experiência expositiva mais imersiva.Fotografia, vídeo e instalação cruzam-se, assim, num diálogo entre imagem, espaço e memória, ampliando as possibilidades de interpretação do projecto.

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PATRIMÓNIO, ARTE E MEMÓRIA

1982 ➔Fotojornalismo e fotografia documental

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Fernando Negreira 

Açores, 1982 · Fotografia documental

Fernando Negreira iniciou o seu percurso fotográfico em 1975, desenvolvendo uma carreira de várias décadas ligada ao fotojornalismo e à imprensa portuguesa. Colaborou com diversas publicações, entre as quais o Jornal de Letras, a Visão e a Exame.

O seu trabalho documental revela um olhar atento às pessoas, aos lugares e aos modos de vida, constituindo um registo visual das transformações da sociedade portuguesa.

Obra integrada no CEF – Centro de Experimentação da Fotografia, cedida por empréstimo pela entidade detentora.

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PATRIMÓNIO, ARTE E MEMÓRIA

SÉC. XX → A VIDA NA LAGOA

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A pesca tradicional na Lagoa de Óbidos

Caldas da Rainha · Lagoa de Óbidos

A Lagoa de Óbidos foi, ao longo de gerações, um espaço de trabalho, sustento e identidade para as comunidades que viveram das suas águas. As bateiras tradicionais, as artes da pesca e os conhecimentos transmitidos entre gerações fazem parte de um património profundamente ligado à história deste território.

Esta fotografia histórica documenta o quotidiano dos pescadores na lagoa, revelando a relação entre as embarcações, o trabalho manual e a paisagem. Um testemunho visual de práticas e modos de vida que contribuíram para construir a memória marítima da região.

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ACERVO · CASA-MUSEU JAIME UMBELINO

2021 ➔ PENEDO FURADO

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Escultura · Patrícia Ribeiro

Penedo Furado é uma escultura de Patrícia Ribeiro, ceramista e escultora cuja prática artística encontra na Natureza a sua principal fonte de inspiração.

A obra evoca as formas orgânicas da paisagem, explorando volumes, texturas e irregularidades que remetem para a matéria natural. A sua presença na Casa-Museu Jaime Umbelino estabelece um diálogo entre a criação contemporânea, o território e a relação sensorial com os materiais.

Integrada na exposição permanente da Casa-Museu Jaime Umbelino, na Foz do Arelho, a escultura convida à observação das formas e à descoberta da beleza presente na imperfeição natural.

Nascida e criada em Proença-a-Nova, na Beira Baixa, Patrícia Ribeiro desenvolve o seu trabalho a partir do atelier na Foz do Arelho. Desde 2017, tem vindo a aprofundar a sua prática na cerâmica através de cursos e formações, participando em exposições individuais e coletivas.

O seu trabalho caracteriza-se pela exploração de formas orgânicas, texturas táteis e cores inspiradas na Natureza. A sua abordagem criativa assenta em duas ideias fundamentais: «A Natureza em casa», que procura integrar elementos naturais no quotidiano, e «A perfeição está no naturalmente imperfeito», que valoriza a autenticidade e a singularidade de cada peça.

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SALVAGUARDA DO PATRIMÓNIO CULTURAL IMATERIAL

Um património vivo, uma memória a preservar

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Memória

Reunir fotografias, objetos, testemunhos e histórias da comunidade piscatória.

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Saberes

Documentar as técnicas, os ofícios e os conhecimentos transmitidos entre gerações.

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Transmissão

Aproximar as novas gerações deste património através da educação, da investigação e da participação comunitária.


As bateiras são mais do que embarcações. São testemunhos de uma relação secular entre as comunidades locais, a Lagoa de Óbidos e o mar. Preservar esta herança é proteger os conhecimentos, as técnicas, as histórias e as pessoas que dão vida à cultura marítima da região.

O património vive nas pessoas.

Cada embarcação guarda vestígios de um modo de vida. Cada ferramenta revela um gesto aprendido. Cada testemunho transporta uma memória que não queremos perder.A Casa das Bateiras valoriza as pessoas que construíram esta história e procura criar um espaço onde as suas experiências, conhecimentos e memórias possam ser partilhados com as gerações futuras.

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O património vive nas pessoas.

Alberto Jacinto

Mariscador

Casa-Museu Jaime Umbelino · CEF

Morada
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